O espaço denominado "A Perda do Halo", tem como referência o poema de Charles Baudelaire, que viemos a conhecer parcialmente no livro: "Tudo Que É Sólido Se Desmancha No Ar. De autoria de Marshall Berman. Nossa proposta porem é diferenciada. Entendemos como a "perda do halo" a autonomia do homem em relação a ele próprio. Se a vida não agrada você pode resolver isso! As decisões, ações e conseqüências são suas. O espaço para compartilhar pequenos textos e poesias desregradas
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
SONS E CORES
Este
mundo de sons e de cores, é que fazem as pessoas serem o que são. Estas
pessoas que se apresentam para nós. Essas pessoas do lado de fora de si
mesmas. Falsas, arrogantes, egoístas, mesquinhas. Esses sons e cores
que o mundo apresenta e os convence da realidade ilusória.
Eu
prefiro conversar com as pessoas de dentro. As que foram massacradas e
escondidas, pelas mediocridades da vida. Essas pessoas sim, me revelam
sons e cores que me interessam, me instigam, me fascinam, e o mais
interessante é que as vezes, ou quase sempre, as pessoas de dentro nao
dizem nada.
Revelam cores e sons, que vem lá de dentro, verdadeiros
desejos reprimidos. É exatamente isso que me interessa. Saber deste
medo de viver que se manifesta em medo, para fora, e se invertem em
cores de pura ilusao pelo fato das influencias externas. E como me
fascinam as pessoas de dentro, que com elas posso ter dialogos sinceros,
de eternas exuberancias. As pessoas de fora, refletem cores e sons de
outras cores e sons, já as pessoas de dentro, tem suas proprias
percepçoes de cores e sons, que sao unicas, vivas e límpidas.
Guilherme S. de Alemida**
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Juventude
Sinto a juventude.
Aquela que revigora a cada instante.
Juventude da velha infância.
De corações puros e mentes flamejantes.
Sinto mais que tudo,
A experiência adquirida.
Sinto a vida passando
Sinto a saudade, sinto a morte, sinto cauterizar as feridas.
Sinto a juventude.
Plena. Soberba. Austera. Cheias de certezas incertas.
Juventude que na casca não dura pra sempre,
Mas na mente prospera.
Há de prosperar.
Juventude sincera.
Alheia ao tempo, alheia ao céu e a terra.
Sejamos jovens para sempre,
Pois o tempo não espera.
Guilherme S. de Almeida**
Arduo Desapego
Preciso de algo como estar em lugar nenhum.
Algo que me deixa livre dos fantasmas da vida.
Simplesmente ser algo, em toda sua complexidade, simples.
Preciso estar livre.
Como dizem; com a alma livre.
Pensamentos sem vaidades.
Algo de livre e espontânea vontade.
Alguém de verdade.
Que de verdade, viverá a realidade.
Será que é querer demais não querer muito?
Ou o que quero é demais pra um só mundo?
Liberdade tem seu preço.
Cobra caro, pois, tem que se livrar de tudo.
Do preto e do branco.
Do alto e do baixo.
Do claro e do escuro.
Desprender-se das coisas sempre deu mais trabalho.
No atrair, eu me faço.
A liberdade manifesta o desapego,
Mas em me desfazer, eu fracasso.
Guilherme S. de Almeida**
Ainda Há Tempo?
E me pergunto se ainda há tempo.
Se ainda há chances,
Como as que tínhamos quando éramos um pouco mais criança.
Os medos que me tomam, ainda perseveram.
Não saber se já os tinha ou se foram aflorados,
É o que me deixa apavorado.
Pessoas me despertam sentimentos.
Situações também me fazem ter esse medo.
O medo de não conseguir controlar meus próprios dizeres
De não saber o que é certo ou errado.
Prepotente julgamento de querer ser.
Em uma vida que a todo instante te da algum aprendizado.
Estamos sim jogados as traças do pensamento inconsciente.
Lutando constantemente, contra esse agente,
Que nos deixam estupefatos.
Tudo que nos cabe e que gostamos,
Nem sempre é o que parece.
Fazemos parecer aos outros que sabemos tudo,
Mas quando tudo vem à tona,
Estamos sempre surpresos com o que acontece.
Guilherme S. de Almeida**
Vida Amada
Há algo em mim que já não me convém.
Amar por interesse do próprio bem.
Assim mesmo, como todos o fazem.
Sem hipocrisia, sem precisar de uma base.
Os apaixonados correm atrás dos seus amores,
Para que de volta recebam um agrado.
Não que seja de todo ruim,
A recíproca quando existe, te tira das costas um grande fardo.
Dinâmica estranha essa do gostar sem recalques.
O interesse próprio sempre fala mais alto.
Aprisionam-se os corações, os desejos, a liberdade e seus feitos de bom
grado.
Procuro o amor verdadeiro.
Aquele meu gostar por inteiro.
O gostar de todos os seres sem cativeiro.
O amor pelo mundo.
Aquele que ainda, as avessas escondidas.
O verdadeiro amor que se pode ter.
O amor que temos pela vida.
Guilherme S. de Almeida**
Alma Marginal
Nos mais altos pensamentos
Sozinho a pensar.
Na vida em que a vida me colocou
E me deixou estar.
Com alguns vícios e preconceitos,
Vou levando com jeito
Sei o que é direito,
Mas pra que tanta gente agradar.
Pessoas querem demais de um pobre ser.
Coisas que eu nem quero saber.
Vivem por viver.
Pensam estar no centro, mas, perduram às margens dos pensamentos.
Desses pensamentos que faz a composição do saber.
Saber que pode tudo.
Saber que não tem direito a nada.
Saber que nada sabe,
Pelo simples fato das vontades que foram frustradas.
Quero sim, um presente da alma.
A luz que liberta do vicio,
De coisas e situações que levam ao comodismo,
Que me tiram, e que me ofereçam um pouco de calma.
Guilherme S. de Almeida**
Estrela Solitaria do Mar
Venho de leve o vento sentindo.
Linda brisa do mar caindo.
Areia branca, lindas conchas.
Percebo estrelas do mar, trazidas contra a própria vontade.
O mar que dá a vida, faz igual a vida, e às vezes, te afronta.
Por que reclamo como a estrela do mar,
Que repousa na areia, mesmo não querendo estar?
Ela está morta.
Sem mar ela não sobrevive.
E na vida sem ninguém,
Na solidão me contive.
Escravo do amor,
Como a estrela marítima, que precisa do mar.
Foi se aventurar na areia e se arriscar.
Só não se sabe se veio por si só,
Ou se é culpa do mar.
Guilherme S. de Almeida**
Prepotencia do Saber
Saber quem você é.
Saber quem é você.
Saber de cada dia que se vai,
Saber de cada amanhecer.
Sabemos o que queremos
Mas às vezes não sabemos o porquê.
Porque às vezes o que precisamos,
São coisas que nem precisamos saber.
Temos a escolha do saber
Temos a escolha do querer
Resta-nos toda essa vida para aprender.
Levando a serio o que de fato é
Querer não é poder se ficar sentado
Mas o poder vem de muito querer estar em pé.
Guilherme S.de Almeida**
Intima Consciencia
Ah! Aquela intimidade de comigo mesmo confidenciar os maiores absurdos.
Consciência que assusta a maioria do mundo.
Aquela que pesa nos pensamentos culpados,
E alivia a alma dos afortunados.
Só eu sei o que em mim, é mais maléfico.
Dizeres que me alertam e remetem ao medo,
Mas que, outrora, salvam dos arroubos da realidade cruel.
Doce afinidade com o próprio ser.
Estranha conduta ética que definha verdades.
Faz-me crescer,
Faz-me ser.
Hora o que quero,
Hora o que eu não quero ser.
Guilherme S. de Almeida**
Amor Presente
Pode ter o que quiser meu amigo.
Amor pelo amor.
Amor sem compromisso.
Amar por amar,
Aquele amor sem juízo.
Pode pensar em amor,
Ou amar até mesmo quem não te ama.
Pode se deixar até ser amado,
Mas o coração nunca se engana.
O amor desconhece o amado, o tempo, e a distancia.
Se pra amar é preciso estar perto,
Torna-se o amor, uma idéia insana.
Verdadeiro amor é compartilhado.
Não é egoísta, nem canalizado.
Se o faz com tamanha energia de vida,
Causará-te magoa e o amor será banalizado.
E como tudo que acontece na vida,
Parece que vivemos para falar que tudo foi passado,
Não vivemos o presente, nem apreciamos quem está do nosso lado.
Por simples orgulho e vícios do passado,
E por achar que vai ser melhor no futuro.
Sendo que, o que temos de melhor é o presente,
O resto não passa de um quarto escuro.
Guilherme S. de Almeida**
Liberdade Comprada
Difícil saber que a verdade já não há.
O mundo inteiro, com sonhos verdadeiros,
A cada amanhecer, veste sua mascara, saem para trabalhar, enfim, labutar
contra seus princípios e virtudes,
Para agradar o mundo verdadeiro da falsidade, das futilidades, de vidas
vazias e sem luz.
As suas atitudes não correspondem à verdade.
Percebem isso, mas falta-lhes a coragem.
Comandados coitados.
Pensam que estão livres, mas, tem
que comprar a própria liberdade para satisfazer a alma vazia, deste, e do outro
lado.
Aos mascarados, da fantasia da vida, a mensagem está dada.
Se ainda estão alienados, meu lamento é verdadeiro.
Comprem sua liberdade e seu apelo, mas não se esqueçam que, essas coisas,
não podem ser compradas.
Escondem-se atrás de bibelôs.
Para não mostrarem o que há de real.
Que almas envenenadas, já não valem mais nada.
Guilherme S. de Almeida**
Percepção
O tempo passa de diferentes formas.
Dependendo de qual aspecto se encontra na nossa percepção.
Pro espectador o tempo se arrasta.
Pra quem ta feliz, depressa ele passa.
Para os apaixonados ele nunca passa.
Para os pensadores, ele é necessário.
Pra quem está magoado, ele é perdido.
Pra quem perdoa, um aprendizado vivido.
Pra quem magoa, tenta fazer com que seja banido.
Na verdade, tempo e suas conseqüências são uma ilusão.
Deve-se enxergar no tempo que passou,
Um tempo vivido.
No tempo que se está,
Um tempo assumido.
No tempo que virá,
Um tempo a ser cumprido.
Guilherme S. de Almeida**
Ilusão do Tempo
A cada Tic-Tac, um momento mais lindo.
A cada passar das horas, mais um momento que está indo.
Tudo vai mudar.
Das coisas mais imperfeitas,
Da vida que guarda o tempo e não se deixa passar.
O tempo passado nos ensina,
Que o tempo que virá,
Tornar-se-á nossa sina.
Nosso tempo, no templo da ilusão.
Uma ilusão que precisamos.
Independente do tempo, dos ensinamentos e da situação.
O tempo é, pra cada um, aquilo que se espera.
Na esperança o tempo vive,
O tempo morre,
O tempo eterno sobrevive.
Guilherme S. de Almeida**
Horizontes
Sabia que quando via a linha do horizonte,
Ela realmente não existia.
Quanto mais ia à sua direção,
Mais eu via novos caminhos, novas alegrias.
Coisas ainda não exploradas.
E como há coisas não exploradas.
Encarei-a como uma ilusão que te impede de enxergar além dos montes, além
dos problemas,
Pois quando nos encaramos,
Percebi que não havia jeito de encarar.
Ela vai estar sempre lá, longe do nosso alcance, para que tenhamos
coragem de seguir, curiosidade e vontade de continuar.
Sempre haverá novos horizontes.
Novas possibilidades, novas chances.
Siga! Coragem!
Vá ver alem dos horizontes.
Guilherme S.de Almeida**
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
O Tempo Passou
Imagine acordar
Acordar e ver que o tempo já não há
Já não há mais o tempo
Já não há mais vento, já não há mais relento,
Já não há.
Não há mais possibilidades, não há mais credibilidade, nem amor, nem amizade, nem tristeza, nem felicidade.
Já não há.
O Sol, já não vai mais brilhar, nem a Lua refletir no mar.
Nas praias de areias brancas, não irá pisar.
Toda vida passou, e ficou a olhar.
Tudo isso aconteceu e você não percebeu.
Estava nas suas ventas, os ventos de vida, da vida apressada, que se fez o favor de deixar passar.
Agora acordou e percebeu que se foi, do mundo descansou.
Deu tanto valor a coisas que passam depressa, que depressa, a vida passou.
Lamentar, não adianta agora, pois, a vida não volta. Nem o tempo, nem as horas.
Guilherme S. de Almeida**
Por Esperar
O que de mal foi, causou, feriu
De mal, nada mais há, causará
O que passou, passou
Só se importe com hoje e com o que virá
Esplendido amanhecer
Da esperança desconfiada do ser
Peço que venho de passos mansos
Nao deixando que eu seja mais do que um remanso
Nesse breve parecer
Tento longe enxergar
Com medo das passadas a me passar
Me levando a um triste fim onde nao quero chegar
E seja terra, ceú e mar
Esperando a esperança da morte
Que me faça reavivar
Guilherme S.de Almeida**
De mal, nada mais há, causará
O que passou, passou
Só se importe com hoje e com o que virá
Esplendido amanhecer
Da esperança desconfiada do ser
Peço que venho de passos mansos
Nao deixando que eu seja mais do que um remanso
Nesse breve parecer
Tento longe enxergar
Com medo das passadas a me passar
Me levando a um triste fim onde nao quero chegar
E seja terra, ceú e mar
Esperando a esperança da morte
Que me faça reavivar
Guilherme S.de Almeida**
terça-feira, 24 de julho de 2012
Descontente Contentamento
Tenho andado só nos ultimos dias. Mesmo com toda essa multidao grata e que me consola das mazelas da vida. Procurando caminhos e novas setas pra vida. Rumores de novos rumos. Novas alvoradas de sol apagado que as vezes me desesperam. Surpreendente realizaçoes que eu nem desejei, e outras que fiz força, me humilhei, mas as realizaçoes nao quiseram que eu fosse alguem. Só mais um. Mais um entre todos, suportando só, ouvindo soluçoes alheias, sendo que o antídoto está comigo, guardado em mim. Talvez nao consiga usa-lo e nao sei nem se quero. Talvez queira aprender um pouco mais, o que de verdade ensina. A tempos nao durmo, mas consegui acordar para as verdades que habitam meu ser. Esse ser que sabe qual é a busca, mas, incapaz de querer ser, mais uma vez, uma alma livre.
Contudo, sinto o desprendimento, os fantasmas indo embora, e eu correndo contra o vento, e daí, nao sentir mais o descontente contentamento.
Guilherme S. de Almeida**
Contudo, sinto o desprendimento, os fantasmas indo embora, e eu correndo contra o vento, e daí, nao sentir mais o descontente contentamento.
Guilherme S. de Almeida**
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Brisa Dos Desejos
O sopro leve de brisa vital... O cheiro que nao se vai das coisas lindas que estao por vir... O barulho das aguas de riachos tristes de vida finita... A esperança infinita de uma breve vida, na alma onde se esconde segredos que até a alma duvida...Lampejos de saudade que servem de aviso....Avisos do passado, presentes para o futuro...
E o importante. Passou!
Pelas brisas, pelos ventos fortes, pelos vales e montes que me cercam, que me encantam, que me enchem de vida. O bosque das minhas glorias falhadas, mas, totalmente minhas.
Minhas historias, minha vida, minha memoria reprimida.. Se as interromperam algumas vezes ou se já as interrompi, foi por que tornou-se gasta e para o melhor da vida, crescer. Cresci!
Evoluir a cada segundo significa dar asas ao mundo. Ao mundo proprio, ao mundo dos outros, ao mundo do mundo.
Aí a brisa volta solitaria e confortante. Aquela de antes, que, devia ter permanecido, e levado ao extremo o que ficou escondido.
De caminhos de desejos indeferidos, por medo dos que foram banidos, por se deixar ser o maior dos pecados, é nao desejar ter feito, o que de efeito, causou medo e deixou de ser vivido.
Guilherme S. de Almeida**
E o importante. Passou!
Pelas brisas, pelos ventos fortes, pelos vales e montes que me cercam, que me encantam, que me enchem de vida. O bosque das minhas glorias falhadas, mas, totalmente minhas.
Minhas historias, minha vida, minha memoria reprimida.. Se as interromperam algumas vezes ou se já as interrompi, foi por que tornou-se gasta e para o melhor da vida, crescer. Cresci!
Evoluir a cada segundo significa dar asas ao mundo. Ao mundo proprio, ao mundo dos outros, ao mundo do mundo.
Aí a brisa volta solitaria e confortante. Aquela de antes, que, devia ter permanecido, e levado ao extremo o que ficou escondido.
De caminhos de desejos indeferidos, por medo dos que foram banidos, por se deixar ser o maior dos pecados, é nao desejar ter feito, o que de efeito, causou medo e deixou de ser vivido.
Guilherme S. de Almeida**
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Medo Sincero
Levanta-se diante dos olhos, coisas fascinantes e descobertas cheias de
alienaçoes e brilhos falsos. A cólera do ego por ser massacrado pela
injuria do proprio ser. Imperdoaveis noites gélidas de arrependimentos
por coisa alguma. Triste felicidade por saber se aceitar, mas, nao
querer aceitar o proprio ser. Envenenamento por ideias no ar. Por
florestas umidas e escuras por onde passo. Andar por dentro de si, e
achar-se ali, é demasiado assustador. Revelaçoes que me consomem a vida.
A vida que eu sempre quis descobrir, a vida da verdade que da medo de
abrir.
Guilherme S. de Almeida**
Guilherme S. de Almeida**
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Constancia Necessaria
A constancia da vida é que nos faz crescer. O passado nao nos pertence mais. Se tens a ilusao de recorrer a fatos passados, que nao haja a inocencia de querer mesmas falas, mesmos gestos, mesmos cheiros. Talvez haja fraqueza, mas sempre, tem de haver a sabedoria para a dosagem e percepçao de que a transformaçao de idéias e ideais, sao necessarias e irão acontecer. A decepçao e a rejeiçao. O começo e o fim. Nao existem culpas, existem interesses e, interesses mudam a todo tempo. Por isso tens que ter a calma necessaria nos momentos adversos, pois eles nunca vão parar de acontecer. Só mudam de endereço, de forma, duraçao, de comparaçao e percepçao. Tudo que vê, absorçao de fatos e relatos, o qual como voce os observa, é unica e exclusivamente seus. Os julgamentos, as decisoes, o bem e o mal que irá causar e que já causou, dependem do que tens, do que és realmente - fato que só tua consciencia sabe - do que realmente procura, sem hipocrisia, sem efemeridades, sem alergia à verdade. Nunca poderemos querer pra tras, nem saber pra frente. O que temos é o que somos. Nao se iluda, pois, voce nao está no meio da sua história, voce está todos os dias no começo.
Guilherme S. de Almeida**
Guilherme S. de Almeida**
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Beija-flor
E veja o passaro que chegou.
Chegou na flor, para sugar o mel de seu interior.
Era um beija-flor.
As asas batendo tão depressa quanto seu coraçao.
Parecia ter vindo até a luz e saído da escuridao.
Doce ilusao dessa ave que se encantou com a penumbra que confunde os olhos.
A flor? Um rascunho, um borrão.
Achou que era realidade.
Era agua com açucar.
Sacía a sede, mata a vontade, mas, nao é de verdade.
Guilherme S. de Almeida**
Chegou na flor, para sugar o mel de seu interior.
Era um beija-flor.
As asas batendo tão depressa quanto seu coraçao.
Parecia ter vindo até a luz e saído da escuridao.
Doce ilusao dessa ave que se encantou com a penumbra que confunde os olhos.
A flor? Um rascunho, um borrão.
Achou que era realidade.
Era agua com açucar.
Sacía a sede, mata a vontade, mas, nao é de verdade.
Guilherme S. de Almeida**
terça-feira, 17 de julho de 2012
Se vai...
E se vai um sorriso sincero.
Se vai o frio que se tinha na espinha.
O apreço e admiraçao.
Se vai algo que pareceu, mas nao se tinha.
Se vai um monte de abraços.
Se vai a alegria.
Mas tambem se vai a agonia
Se vai a tristeza.
Se vai o sintétco e artificial.
Se vai algo que te faz mal.
Se vai as dores e as folhas secas do quintal.
Se vai as manhas, os vicios, os encantos.
Se vai o riso fácil, mas, tambem se vai os prantos.
Se vai tudo que é bom, mas tambem o que é ruim.
Para que volte os sorrisos sinceros, e isso, eu garanto.
Guilherme S. de Almeida**
Se vai o frio que se tinha na espinha.
O apreço e admiraçao.
Se vai algo que pareceu, mas nao se tinha.
Se vai um monte de abraços.
Se vai a alegria.
Mas tambem se vai a agonia
Se vai a tristeza.
Se vai o sintétco e artificial.
Se vai algo que te faz mal.
Se vai as dores e as folhas secas do quintal.
Se vai as manhas, os vicios, os encantos.
Se vai o riso fácil, mas, tambem se vai os prantos.
Se vai tudo que é bom, mas tambem o que é ruim.
Para que volte os sorrisos sinceros, e isso, eu garanto.
Guilherme S. de Almeida**
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Louca Razao De Amar
Podemos nos considerar loucos de amor
Ou até loucos por amar
Quem ama pode ser louco, já que loucos também amam.
Do amor a loucura, uma linha tênue divide paixão e razão.
Pois tem razão em estar louco se morre de amores.
Apaixonado pela loucura de amar, muito mais do que pelos
amados.
Amados ficam loucos quando amam, e sofrem por perderem a razão,
e por estarem apaixonados.
Isso não é nada de mais, nem nada de menos, sem simples
pudor,
Pois, a loucura nada mais é que a paixão que encontrou seu
acalento e virou amor.
Assim como o amor vai virar loucura e causar dor.
Guilherme S. de Almeida**
Lua
Que a Lua traga de volta, todo amor de sempre.
Que ela não seja egoísta para com seus admiradores e nos
traga um sorriso sempre, e paz no coração.
Que sempre nos inspire às coisas boas e não a lembranças vãs
de saudade pisoteada.
Que venha trazer novas idéias e presságios de um futuro admirável.
E ao nascer novas historias, te ver nascer..
E quando as historias se tornarem velhas, ver você ir
embora, tranqüila, aos nossos olhos, descendo lentamente atrás dos morros das lamentações,
sem a perspicácia de causadora de sofrimento.
Não Lua. Não quero olhar pra ti e lamentar.
Quero te ver como sempre a vi..
Linda em todas as suas fases, pois é assim que te admiro,
sem preconceitos, pois...
Assim a quis, assim a quero e é assim que sempre vou
querer...
Teu brilho nas noites de breu que me ofuscam os olhos e, tua
presença que é a certeza de que não há tormentas.
Guilherme S. de Almeida**
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Consciencias
Consciência, com seu papel importante nas nossas vidas. Com
seu poder de nos julgar sem preconceitos, pois, ela sabe exatamente a verdade,
se andamos errados ou não.
Ela sabe. É nua e crua. Cruel e impiedosa.
Se algo te aflige ou te importa até hoje, pode saber que ela
está ali te avisando; fizeste algo de ruim, concerte e continue.
Ninguém pode contra, pois, ela é um outro “eu” dentro de nós
mesmos. Nosso guia.
Podemos usá-la a favor
ou contra. Muitos agem contra, pois estão presos aos padrões sociais da
atualidade. Se não escutam a voz da consciência, não escutam a voz da verdade,
não escutam o lado bom de si mesmo e sentem culpa.
O ser humano acostuma-se com tudo, com a presença de alguém,
com a falta, com coisas boas e coisas ruins, costumeiras ao cotidiano. Esse é o
mal da pratica que deixa a infelicidade invadir a vida. Por isso não valorizam
a consciência limpa. Todos os males que causam, vão persegui-los para o resto
da vida, graças à consciência, nem que passe dezenas de anos, jamais
desaparecem.
Pessoas preferem ser julgadas por elas mesmas ao invés dos
outros, não assumem as responsabilidades
por seus atos, reinventam valores, invertem situações, mentem, ferem
sentimentos alheios, e os seus próprios, tentam persuadir a si mesmo, sua
própria consciência, para agradar aos indivíduos e situações impostas pelos
outros. Esquecem de si, esquece de sua essência, deixando assim o verdadeiro
mal invadir todo o mundo e criando más índoles.
Instala-se a verdadeira ameaça, à boa vontade, por pessoas
que não tem coragem de assumir um compromisso consigo mesma e deixa os outros
tomarem conta de seus pensamentos, até os mais íntimos.
Enquanto o fluxo da sociedade segue de um lado, a verdade,
sinceridade, e boas índoles, seguem sozinhas, no fluxo contrario, assim como os
indivíduos que, assim o são.
Guilherme S. de Almeida**
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Mal Pensado
Com um pedaço de mim que foi tirado
Aprendi na raça como estar controlado
E digo com a certeza de vencedor
Que mais uma vez venci o mal olhado
Talvez não houvesse intenção
Mas no mundo não existe nem bem, nem mal intencionados
Se dizem que, o que vale é a intenção
As atitudes, pra mim, dizem mais do que é falado
Pra mim talvez esteja certo
Pra você esteja errado
Eu olho o mundo com os olhos de dentro
Enquanto tu olha só pro teu lado
Com o tempo as verdades aparecem
Mas de tempo, não temos nada
Nem o que aconteceu, nem o que acontecerá
Só o que acontece.
Guilherme S. de Almeida**
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Idéias II
E quando se passa o tempo tentando adquirir toda a sabedoria
do mundo.
Se cansando num esforço vazio de coisas cheias de conteúdo de
nada.
Quando se da o máximo de suas entranhas e de sua capacidade
de ser feliz e fazer a felicidade acontecer.
Quando lemos milhões de livros de historias e nos
encontramos um pouquinho em cada um deles, não interessando o gênero, nem o
autor que o escreveu.
Quando nos sentimos dispostos a encarar tudo pelo simples
fato de não ter mais nada a perder.
Deixando de lado as afeiçoes falsas e declarações retóricas,
e, simplesmente respirando e sentindo o puro ar de estar se descobrindo.
Como ser humano é bom.
Como é bom ser.
Fazemos milhões de teorias, analogias, comparações,
analises, para chegar num só lugar.
Não sei se é preciso saber viver, vivendo uma vida de
entendimentos ou se, é só viver mesmo, sem nada entender.
Sei que complicamos tudo na tentativa de que se faça o mais
simples possível.
Sendo que somos simples da forma mais complicada.
Os esforços talvez sejam em vão, mas, a covardia de
desistir, não faz parte do meu bordão.
Em uma época onde tudo acontece a toda hora, é mais fácil largar
de mão.
Indivíduos corajosos que tremem de medo, do realismo, da
verdade e até de suas próprias ilusões.
Nessa interligação, não me conecto a nada, a não ser na
minha própria percepção.
Guilherme S. de Almeida**
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Amor Em Equilíbrio
Chego a uma das definiçoes de que o amor, em sua totalidade,
não é uma coisa egoísta e cabível entre somente duas pessoas. Não, não é assim,
eu creio.
O amor deve ser algo
que compartilhamos com todos. De dentro de nós para todos. De todos para todos.
Quando vemos alguém “só” e feliz...essa pessoa conseguiu
achar o verdadeiro sentido e lógica do amor. Amor sincero e compartilhado.
Aprendeu a compartilhar o que de mais nobre existe no ser humano. O apreço para
com seus semelhantes.
Quando direcionamos esse sentimento a uma só pessoa, quando
nos voltamos a um ser e dizemos estar apaixonados estamos canalizando
sentimentos muito fortes e grandiosos a um só individuo. Isso não é possível e,
é provado sempre em todos os relacionamentos, os presságios do sofrimento.
Os seres humanos amam varias coisas, querem muitas coisas e,
cobram varias coisas. São egoístas e cegos quando tamanho sentimento os
envolve, pois ficam viciados, se sentem no direito de querer mais, cobrar mais
e de dar mais.
Há de se encontrar o equilíbrio na reflexão sobre esse
assunto.
Se pensarmos que nada é absoluto. Nada é tudo e, tudo é
nada. O absolutismo das coisas, cabe a patologia psíquica.
O equilíbrio é a chave do segredo. Até no amor.
Esqueçam amor eterno, esqueçam o “para sempre” pois, isso
não existe.
Tudo se transforma assim como os sentimentos, por isso a
necessidade de compartilhar, de aproveitar, de curtir junto com todos os
prazeres da vida... claro que nunca esquecendo do respeito.
Quando há fixação, quando há paranóia, doença, etc... há uma
canalização de energia muito grande, boa ou ruim, não interessa. Causa desequilíbrio,
que no futuro vai causar dor, angustia e sofrimento, não interessando se
começou bem, se começou mal.
Pense no equilíbrio, pense sensato. Nós precisamos de todos.
Precisamos de nós, e, precisamos desse limiar, entre tudo. Desculpe os doentes
apaixonados, mas no amor também é assim. Equilíbrio. Sem o qual, não há
felicidade, não há harmonia.
Pense que, se em algum lugar tem muito, em outro está
faltando. Isso em qualquer aspecto. No planeta Terra, nada sai, nada entra. Tal
quesito vale tanto para as riquezas materiais, que são totalmente mal distribuídas,
quanto para as nossas sensações e nossos sentimentos. Quando se dá muito a um
só propósito, ou, pra quem não o quer, ou, não merece, isso é causador de males
futuros. As tentações são grandes, mas, a força do pensamento, tem que ser
mais.
A plenitude será adquirida dos momentos vividos, das experiências
e, todas podem ser positivas em pelo menos alguns itens, pois, a sua procura, determina
o que você pensa, e, o que você pensa, determina quem você é.
Procure o bem. Queira estar bem.
Guilherme S. de Almeida**
Guilherme S. de Almeida**
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