quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um pedaço de mim

Existem pedaços de mim por aí!
Pedaços que eu não encontrei ainda..
E pedaços que eu deixei pra traz.
Por orgulho bobo se perde uma vida.
Por uma vida, só um pedaço deixei.
Para encontrar, daria uma vida,
Nem que seja a que eu ainda nem encontrei
Pedaço de mim que eu não busquei.
Na vida que segue fragmentada e vazia,
Encontro-me em pequenos bares e goles de solidão.
E nessa overdose de lucidez,
Eu entro em contradição.
Não fiz o que pude,
E o que fiz foi em vão.
Todos os cuidados das madrugadas,
Tantos e tantos, não deram em nada.
E eu me esqueci...
Do tempo que vivi.
Do quanto fui alvejado, e largado aqui.
Sem perceber fiz a esmo,
Tudo o que me fizeram, fiz o mesmo...
E eu me perdi.
Uma vez mais, morri.


Guilherme S. de Almeida**

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nosso breve parecer...

Cada vez mais as pessoas buscam as futilidades e efemeridades que talvez as satisfaçam por um determinado breve momento de deslumbre ilusório. Tudo que hoje é colocado à amostra e parece ser uma imposição de que é a única coisa que realmente importa a vida cotidiana. Sim, dia-a-dia se vive hoje. Com base no que há de reclamações de que o tempo esta se passando tão rápido e parece não se dar tempo mais ao tempo, mas, para mim, tempo que não dá tempo, é o tempo perdido de maneira em que não se vê passar, deixando o que realmente importa para traz.
Parece nos tempos atuais, não se ter mais tempo de nada. Cabeça tomada por milhões de problemas que, às vezes, nós mesmos criamos. Estamos alienados com influencias negativas, coisas banais, nos alimentando de coisas que nos tornam menos atentos a verdadeiros valores de nossa vida, e valorizando uma sujidade de itens não tão importantes assim.
Nossa breve existência infelizmente nos brinda com os terrores da ganância inútil, do ter, do parecer, e esquecemos o que realmente somos, e verdadeiramente sentimos e amamos. Nossos sonhos, mesmo que pequenos, mas puramente nossos, do nosso intimo desejo individual.
Façamos com que realmente nosso dia valha a pena. Nem digo a vida, pois, se constrói a vida nos encartes cotidianos e, do futuro nada sabemos.
Esqueçamos de colocar bonitas frases em nossos perfis sociais, isso nos deixa mais hipócritas ainda. Comecemos a agir de maneira verdadeira, buscando o essencial a vida, a simplicidade e autenticidade. O amor e a felicidade são conseqüências!
Busquemos a paz em todos os sentidos e gêneros, não precisamos mudar o mundo, mas, atuando em nosso pequeno raio de alcance, já estamos começando uma mudança.. e parafraseando Gandhi: “Nós devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo”.
Com tudo, e sem mais, as vezes devemos adicionar coisas nas nossas vidas e as vezes retirar coisas. Coloque na balança! Sinta! Tanto com o coração, tanto com as mãos, do que você realmente precisa. Não posso impor nada a ninguém, cada um sabe o que de veras, vale a pena. Confio em todos e acredito que se possa tornar o mundo um lugar com menos preconceitos e atitudes hipócritas que divide a humanidade.


Guilherme S. de Almeida**

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Troco

Vejam o que está acontecendo com o mundo.
Quando no começo, era tudo uma balela, eram avisos sem precedentes.
# “A natureza é abundante. Vamos explorá-la!”
Consumir sem consciência, sem assumir riscos...
# “Aahh... ecologistas chatos. Sempre com a mesma historia”.
# “A economia não pode parar. O progresso não pode desacelerar, ou senão, o que será do mundo?”
Agora estamos aí, economia aquecida, junto com a atmosfera. Mudanças climáticas acontecendo, junto com as mudanças do status econômico.
Há uma ligação entre a crise atual financeira dos poderosos prepotentes, e a forma como trataram a natureza?
Creio que há!
Por milhões de anos cada vez que o nosso mundo chega a um limite, toda a raça vivente na crosta terrestre é extinta, por não haver mais recursos naturais.
A tal crise, pra mim, não é uma coisa de agora, de ambição momentânea.
Os “homens de grana”, na sua fome de potencializar seus ideais egoístas, não souberam dosar, nem frear seu consumismo, nem sua gana. Entrando de sola, objetivando ter lucros - Ainda mais - Mas não foi o que aconteceu.
Os poderosos se esqueceram que estamos entrelaçados numa teia de sobrevivência muito frágil, muito mais abrangente que interesses individuais, e que, qualquer desequilíbrio, ainda mais agora que o mundo esta fragilizado e todo “sistema” quase em colapso, é fatal.
A crise aparece para frear a ganância dos homens. A natureza entra em ação. “Parem de me sugar, estão cuspindo pra cima.”
A que ponto chegamos?
Muitos pensam que a crise é culpa dos homens, de um passo errado, de uma falha do sistema capitalista.
Creio eu que é muito mais, e que já se vem construindo caminhos para este cenário a centenas de anos.
É natural a natureza a renovação, a adaptação. E nós com certeza, não estamos nos planos dela pro futuro. Talvez, se fossemos mais conscientes de nossas ações.
Se lá no passado cuidássemos de nosso presente... Nos adaptando aos recursos abundantes que ela nos ofereceu.
Mas não soubemos cuidar!
E agora sofreremos as conseqüências do nosso descaso.
A natureza não sabe se defender, mas se vinga como ninguém.
Temos que cuidar é da gente, porque, a mãe Terra vai estar sempre lá. A destroem, ela se renova, tirando o câncer do seu caminho, que somos nós dessa vez.
Acabam-se os recursos, entram os discursos.
A ganância é tão grande que agora é tarde.
Cabe a nós observar como tudo ira ocorrer e colhermos o que plantamos.
Entra era glacial, entra as secas, vulcões, maremotos, meteoros, e ela esta aí. Nós?, Nós é que vamos ser extintos, a natureza não.


Guilherme S. de Almeida**

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

VIDA HILARIA

Num momento parecemos estar perdidos e confusos, ou até achamos estar num momento digamos de nostalgia para com a felicidade. Até que aparece alguém que te tira daquela vida que parecia estar estagnada ou tranqüila. Ou em confusão e distúrbios.
Pode ser destino? Não sei!
Pode ser sorte? Pode ser o acaso? Também não sei!
Alguns até acreditam no poder divino... vai saber!
Não sei explicar, mas com toda certeza afirmo que causou uma conseqüência. Talvez por isso haja um pouco de desconfiança, sentimentos fingidos, não que não sejam verdadeiros. Ainda é cedo pra descobrir.
Talvez a recíproca não seja a esperada entre as partes.
Creio até numa indiferença forçada, para não se entregar, com o medo de se enganar mais uma vez.
Como a vida da gente é engraçada...
Na verdade eu prefiro antes de lamentar e chorar, RIR. Conviver com a vida ao invés de sobreviver nela, dando um pouco de sentido a mesma.
Meus compromissos sempre superficiais me fizeram ser desconfiado dos outros, confiante a mim mesmo, e autista em relação às injurias amorosas.
Talvez uma barreira, metaforicamente falando, mas que está se quebrando, pois, temos que evoluir de alguma forma. Não se evolui com nenhum tipo de preconceito.
Com isso concluo: obrigue-se sem ter obrigação, satisfaça sem ter que dar satisfação, desvende o mistério sem ter que comemorar a gloria da descoberta, jogue sem saber jogar. Parece contraditório e confuso, mas essa é a dinâmica dos relacionamentos; contraditório, confuso, insano, inexplicavelmente bom e alegre de viver.
O que nunca mesmo pode haver é a obrigação de sentir ou fazer algo. Isso não traz paz a ninguém, machuca a alma e a auto-estima pessoal. Jamais deixe alguém obrigar você a sentir alguma coisa, seja a "coisa", amor, felicidade, tristeza, angustia, solidão e até excesso de bajulação.
Para viver é preciso sentir. Para sentir, é preciso viver.
Os eventos que ocorrem na nossa vida, sejam eles por acaso, ou decorrentes de algo que a gente o fez para que tais acontecimentos ocorressem, sempre vem, e depende de nossas vontades e vontades de escolhas dos que nos cercam.
Temos que ter a noção de que, influenciamos e somos influenciados querendo ou sem querer. Com certeza nem tudo sai como nós planejamos. A perfeição absoluta das coisas, infelizmente, não existe no nosso universo. Tudo depende de cada um, e de como cada um aceita tais fatos que os envolvem.
As pessoas entrarem e saírem das nossas vidas, também depende muito de nossas influencias sobre elas, e depende também das influencias externas que as bombardeiam. Não temos o direito de prender ninguém a nós, muito menos de nos prender a alguém, sem que o mesmo queira, ou a gente mesmo queira.
Certamente todo mundo tem sua historia, e vivencias. Nós somos iguais, no quesito raça, porém diferentes em construções de pensamentos.
Nesse caso, ninguém é insubstituível e nem substituível, cada pessoa, como individuo, é única.
Pra viver é preciso sentir, e pra sentir é preciso viver.
A soma de nossas experiências vitais nos dá a firmeza para que sigamos em frente. É como fazer calos nas mãos para que não se sofra tanto com o trabalho pesado, mas trabalho pesado demais pode acabar causando feridas.
Então é, buscar o equilíbrio, respeitar cada individuo como sendo único, mas, não esquecendo que somos iguais sim, pelo menos no direito de liberdade pra sermos quem quisermos.

Guilherme S. de Almeida**

quarta-feira, 29 de junho de 2011

HIPOCRISIA

Hipocrisia, tão presente em nossa sociedade, em nossa vida, em nosso cotidiano, em nossas ações, nas pessoas que cercam a gente. Ela que te faz julgar o próximo, mesmo tendo o julgador, muita culpa pra carregar. A hipocrisia que disfarça toda a sua existência real, toda sua essência, para que você possa andar nos trilhos dos padrões programados pelo imperialismo capitalista, perdendo-se a verdadeira essência do individuo como um todo.
A ela, a mascara da sociedade atual, movendo massas e multidões robóticas alienadas que são assustadoramente manipuladas, assim sendo desintegradas de sua habilidade de poder de escolha, de sua própria vontade de poder, fazendo com que a maioria seja movida conforme o modismo do momento vivido, sem sua opinião única, mas, persuadido a uma única opinião.
A hipocrisia está muito presente nas conversas cotidianas, familiares, nos eventos sociais e principalmente nas religiões.
Parecendo estar seguindo uma conduta moral de cultivo centenário de tentativa incansável de esconder o que é natural ao ser humano, à vida, as ações do dia a dia, seguindo uma ética moral, totalmente sem nexo.
Essa ética moral citada, que vem ditando os padrões morais em que hoje estamos engajados, cancelando imperceptivelmente a liberdade individual de cada pessoa de se expressar como quer, de ter vontades individuais, impedindo que montemos nossa própria historia a nossa maneira. Tudo tem que estar dentro dos padrões morais de nossa sociedade atual.
Quem disse que, o que é bom pra um, é bom pra outro?
O problema é que essa ditadura hipócrita faz com que, elementos pobres de espírito sejam desacreditados de suas vontades egoístas, de sua essência.
Libertar-se dessa escravidão mental, é de fato um trabalho árduo de percepção da realidade, de sabedoria histórica e de repulsa a padrões obsoleto de pregação, e também certo pressagio do que pode acarretar tais comportamentos a nossa existência futuramente. Como um câncer corroendo a mente fraca da sociedade.
Um ou outro podem criticar esse tipo de idéia no seu intimo, mas todos juntos são incapazes de parar pra pensar em tais influencias, pois quando se observa tais fatos ocorridos em um contexto geral, fica claro que o comando é sempre direcionado num abrangente de massas, para que haja a competência de um para o outro desta influencia. A coletividade parece ser mais ignorante, pois, quando se tem o incentivo de pensar e construir opiniões, de uma maneira geral, por si só, a hipocrisia de que se fala parece não estar tão presente. Porem quando se segue as massas, e os padrões impostos a ela, fica-se com medo de cobranças e negações em certas posições sociais, que o próprio influenciador o colocou. Vira um circulo vicioso, perigoso, quando se pensa e se busca uma liberdade de expressão única e individual. Não há a percepção de que se está sendo manipulado, quando no mesmo tempo há, pois se não, não haveria hipocrisia.
Com tudo, o que realmente está faltando é a coragem de sermos nós mesmos e se libertar da grade invisível, da camisa de força social que envolve a maioria dos modistas atuais.
Uma triste realidade que se arrasta em nosso dia a dia.


Guilherme S. de Almeida**

sexta-feira, 11 de março de 2011

POETICAMENTE FILOSOFO

...simples opiniao de quem gosta de filosofar poeticamente...

O que seria um filósofo?
Ao analisarmos ao pé da letra, um estudante da vida.
O filosofo sempre quer enxergar o que ninguém mais tem coragem, vontade, ou por simples medo do que posso encontrar.
Sempre em um caos interno deprimente e gélido.
Quase se escuta os uivos de sua mente em turbilhão.
Mergulhado em profundas indagações, tenta achar de forma racional a razão pela quais os instintos o levam a busca de uma moral.
Moral essa, que às vezes nem ele acredita que exista, pois quem tem poder de conduzir uma ética moral, ainda mais um filósofo que aponta sua mente para o caminho do conhecimento do “conhecimento” humano e entendimento universal onde nada é absoluto.
Essa é a busca da pedra filosofal, do que seria absoluto e comandante a todos, e que alguns fantasiam e ludibriam chamando a de evolução de “deus”.
Nem se quer “deus” evoluiu.
As idéias de seus seguidores ainda fazem parte da idade média crua e obsoleta que, acreditam no ser absoluto. Como já é de se saber que tudo que é absoluto, cabe a patologia.
A busca do filosofo é na maioria das vezes solitária.
O silencio e a solidão, faz parte de sua vida e, diria até um certo tipo de autismo.
E quando se fica muito tempo olhando para o abismo, o abismo um dia olha pra dentro de ti.
Esclarecendo o que há lá no fundo do filosofo e o que há no fundo de cada busca filosófica.

Guilherme S. de Almeida**

Divulgar textos | Publicar artigo

AS APARENCIAS JÁ NAO ME ENGANAM

A imposição do modismo a sociedade atual, que a faz viver de aparências, a faz doente de certo modo.
Imposição a qual, nos faz ser hipócritas quanto as criticas, quanto as crenças, quanto a tudo que ocorre em nossa mente. Que fez ir contra a nossa vontade de simplesmente ser, sentir, agir.
As aparências não enganam. Não. Elas não enganam.
Nós é que nos enganamos com ela. Com nossa falta de destreza para perceber o que realmente é e o que não é. Por pura influencia recebida e deixada de lado por comodismo, por ignorância, por vaidade.
Temos um longo caminho a percorrer para que possamos perceber que, o que nos influencia, nos faz viver de aparências, nos faz ser quem não somos para agradar a todos, ou as idéias estapafúrdias, de um imperialismo, de narcisismo, de crueldade, que defende unicamente interesse próprio; é apenas uma idéia de pregação.
Para que ocorram estas influencias, é preciso entender que nos foi deixado de herança, uma mente fraca e maleável de acordo com estes interesses impostos. Desde as épocas mais remotas, com impérios, com escravidões, com inquisições, com selvageria. Deixando a mente, pobre de vontade de poder, ruim em tomar decisões de próprio gosto, sempre precisando de tendências, de ordens, de submissão.
É preciso, trabalhar a mente para que se acostume a peneirar algumas idéias, que querem deixar todos iguais com a idéia de serem diferentes.
Soa meio estranho achar que, somos bombardeados, com idéias que podem nos influenciar e nos deixar alienado. É meio assustador crer que tudo e todos que estão a sua volta, está te persuadindo a todo o momento. Mas é o que acontece. Não temos como nos defender. Temos sim como nos aproveitar e, perceber que idéias e ideais são esses, para que possamos filtrar nossas iniciativas de escolhas.
Em fim temos que nos acostumar a entender o que não é entendido, e a ouvir nossos instintos que, sempre nos dão um alerta, mas é sempre parado pelo desejo inconsciente de se tornar igual a todo mundo, que é diferente, diferenciando-se de um mundo de iguais imposto pelo modismo.

Guilherme S. de Almeida**

Divulgar textos | Publicar artigo

CONFLITOS DE PRINCIPIOS

Difícil achar a racionalidade num momento da vida em que só os sentimentos interessam. Onde os cinco sentidos te enganam e afloram pensamentos e sensações que á tempos não sentia.
Como explicar?
Como enganar a agonia da desconfiança, confiando nisso tudo mais que tudo.
Às vezes preferiria não ter sabido de tais revelações.
Isso só aumentou minhas preocupações que, ao mesmo tempo me faz bem.
Não tenho medo, mas, certo receio de me ferir, e a culpa vai ser toda minha. Deixei-me enganar pelo mundo dos sentidos.
A razão que da minha vida sempre tomou conta, agora entra em conflito com os instintos mais primitivos do ser humano.
Instintos estes, que por meio da busca e do conhecimento, por anos cultivados e alienados, vê-se definhando em tais sensações que só levam a um caminho. A loucura.
Sinto-me figurativamente falando, doente. Sim, de certo modo.
Quando não há o que explicar e como controlar, como proceder?
Não há o que fazer a não ser, deixar correr, pois isso não tem explicação.
Saudade de quando meus julgamentos eram feitos com o mínimo de influencia possível.
Saudade do tempo que eu era uma “ilha” de conclusões de razão lógica e era tão fácil ser assim.
Mas creio ainda na minha razão, e que essa grande descoberta, fará com que eu evolua ainda mais. Quem sabe era isso que me faltava para que a grande revelação de decifrar o homem fosse exposta.
Quem sabe é agora. Com sentimentos primitivos, descobrir a verdadeira razão da vida, e a verdadeira busca para a iluminação da mente.
Mas para que isso aconteça, preciso me decepcionar com tal evento...
Esse era o meu medo!

Guilherme S. de Almeida **

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PRECONCEITO TALVEZ, INTOLERANCIA NUNCA.

Indiferente ao que dizem a grande maioria das pessoas, sobre o que diz respeito o preconceito, como sendo uma coisa maléfica e abominável. Como sendo uma coisa que não se deveria existir.
Claro que em demasia, tudo que existe, pode ser sim prejudicial á convivência da humanidade, mas, mais importante do que o ponto de vista de um pré-julgamento, é o da intolerância.
Com tudo, o preconceito se analisarmos um pouco mais profundamente e sem usar a mascara da hipocrisia, vemos que este tipo de atitude, em todo ser humano, é existente, de forma latente ou não.
È uma defesa necessária, para se poder evitar às vezes, alguns tipos de situações de risco, ou que não condizem com seu pensamento/histórico, que cabe a sua criação, antes que as mesmas aconteçam. Isso colocando no sentido positivo no que é relativo ao preconceito.
Não estamos falando aqui do extremismo do pré-julgamento, mas, de uma coisa que jamais será apagada da mente do homem. Pelo menos um leve preconceito.
Temos sim, nos dias de hoje, é tomar muito cuidado com outro aspecto da personalidade humana, muito mais perigoso que o pré-julgar. A intolerância.
Esta sim, por sua vez, cabe aos mais bárbaros eventos já acontecidos no mundo a fora.
Por meio da intolerância, que se desenvolvem as farpas, que agridem o bom relacionamento entre os povos, entre as sociedades, entre familiares.
O preconceito sempre existirá, em todo julgamento humano, quer queiram quer não. O que vai restar aos homens é se controlar para que isso não acabe se tornando um extremismo intolerante ao ponto de causar prejuízo ao próximo.
Enquanto existir a intolerância, digo isso em todos os aspectos, não haverá paz, pois os radicais, sempre estão cegos, sem poder de julgamento.
Então, sejamos mais tolerantes, até com nós mesmos. Assim seremos mais aptos a analisar fundamentalmente tudo e todos, e só assim, com o conhecimento, o preconceito é reduzido a níveis aceitáveis.


Guilherme S. de Almeida**


Divulgar textos | Publicar artigo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ATRAÇAO HUMANA AO IMPOSSIVEL

Incrivelmente acompanhado essa percepção de vida que quase todos ignoram e a chamam de teimosia, instiga luxúria, obsessão. Dependendo de que área que se aplica o termo.
E inevitavelmente, parece estar nos instintos mais primitivos do ser humano.
Essa atração ao impossível, de querer vencer obstáculos dados difíceis de almejar. Em ultrapassar limites, barreiras vitais, físicas e psicológicas, que impera em todo âmago, toda centelha ou faísca de desejo.
Parece me ser obvio que, todos têm esse desejo, mas, a alguns falta o encorajamento, e também, a alguns, que parecem terem sidos desencorajados, impera um comodismo que o deixa inato.
Mas de verdade, tem sido de grande importância à humanidade, desde os tempos mais remotos, esse desejo de atravessar sempre a próxima fronteira intelectual, cuja qual sem ela não haveria evolução.
Apesar de ainda sermos escravos de nos mesmos, e ainda termos uma grande caminhada evolutiva de expansão mental, esse detalhe de encorajamento tem nos dado uma carga de crescimento perante a forma de encararmos e lidarmos com a natureza e até com dados figurativos da metafísica.
Se não fosse tal atração humana, seriamos, creio eu, como pedras; inatas, paradas, esperando alguém que nos mova.
Esse instinto talvez, foi e é, um dos mais importantes dos dados existentes, pois sem ele estaríamos dando voltas em torno de nos mesmos.
O esportista, um grande exemplo de força de vontade e superação, a grande importância que se da ao esporte hoje em dia, e desde a Grécia antiga, onde se travavam chamados “esportes”, no local onde se davam batalhas ferozes, e que o esporte atual veio a substituí-la, e até as guerras de certo modo.
Tudo isso interligado a um mesmo instinto de superação humana. Parece até se fazer necessário, guerras, esportes, batalhas, desafios, para que se evolua.
Até nos devaneios da paixão, já quando cabe a patologia do intelecto, sempre a queremos impossível, aquela que parece nos desprezar, as curiosas, as cheias de desafios e rumores de que não se pode dar certo.
As paixões ditas fáceis se apagam tão rápido quanto fogo de palha.
Da-se a impressão de que a mente evoluiu, para dar uma proteção ao individuo dizendo que enquanto mais sólida a base e as certezas ou incertezas do acaso, mais duradouro será o amor, a recompensa, a evolução. Por isso que por instinto procuram o impossível, o que despreza,
que o lança o desafio.
Na verdade o ser humano esta na busca de grandes verdades que talvez só sejam encontradas com grandes desafios, ou apenas podem ser nossos instintos ainda não tão bem conhecidos nos pregando peças e nos trazendo o martírio.
Mas de uma coisa da pra se ter certeza: estamos evoluindo, ainda bem.

**Guilherme S de Almeida**


Divulgar textos | Publicar artigo