segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

SENDO ALGUEM EM LUGAR NENHUM

Encontrei-me perdido em um lugar
Em lugar nenhum...
Bem no vácuo esquecido por ninguem
Aonde alguem, sem razao, foi parar sem perceber...
Nunca mais voltou, nunca mais voltei..
Lugar esse, que por seus arredores, cercado por muitas forças
Nao havia nada que me prendia
Nao havia ar, nao havia agua, nao havia terra,nao havia nada..
O que dirá gravidade...que é unica coisa que me sustentava sem perceber
Lugar inóspito pra onde fui evazivado
Lugar ruim de ser alguem
Local de ninguem....onde ninguem é de ninguem
Fui jogado pelos pensamentos
Que com eles, é caminho sem volta para o mundo de alguem

Prefiro ser algo de alguem?
Ou alguem que ninguem quer ver?

Eu quero ser mesmo, é alguem...
Em lugar nenhum...tranquilamente...abrindo e fechando os olhos... suavemente..
E isso só existe aqui...
Em lugar nenhum, meu lugar, terra de ninguem
Nos meus pensamentos.

*Guilherme S. de Almeida

terça-feira, 25 de novembro de 2008

IDEIAS



Geralmente eu escrevo, simplesmente escrevo.
Idéias profundas e borbulhantes.
O efeito que elas causam é dependente de cada leitura, interpretaçao...cada momento em que se encontra nossa mente.
Simplesmente estouram.
Não forço, não aperto, nem empurro. Elas casualmente vêem de uma reflexão, para que possam causar uma outra reflexão, por menor que seja.
Talvez esse seja o objetivo que nao busquei. Talvez seja a intensão inconciente de deixar uma marca sem que ningeum saiba.
Não faz sentido, mas tem varios sentidos.
Talvez essa seja a idéia de todo mundo, ou talvez só a minha.
Ou a minha idéia, um dia, entre na cabeça de todo mundo.
Escrevo...simplesmente, correntemente, puramente, sem rodeios....
...mas com uma exigência....
Interpreta-se como manda a sua idéia.

*Guilherme S. de Almeida

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pessoas e vida

Engraçado como uma pessoa pode lhe dar novos rumos.
Minha vida tem sido uma sucessão de mudanças...
Elas aparecem sem convite.
Sem avisar.
Engraçado a vida parece ter mais cor.

Por que razão essas pessoas aparecem?
Será que porque esperava por alguém?
Ou por estar de bobeira!
Não sei!
Sei que a presença delas é absolutamente necessária.

O que sei é que quem passou por minha vida teve sua função.
E cumpriram o que tinham para contribuir comigo.
Não sei como as coisas do universo acontecem.
Qual é a lógica?
Tem sistemática?
Acho que não.
As coisas simplesmente acontecem.

Às vezes elas mal chegam e eu as espanto.
Outras vezes eu não admito que se vão.
Como posso ser tão egoísta?
Como posso querer para mim as pessoas?
Pessoas são livres.

Mas eu as quero.
Especialmente as que me deixam bobo.
Sem assunto.
Sem razão.

* Aluizio A. Carsten

Penso ser...

Quantas pessoas eu conheço?
O que elas me parecem?
Dizem-me sempre, quando me aprofundo
Que pareço ser bom quando me conhecem

Há um leve preconceito
Ainda bem que é de leve
Pois quando se leva em consideraçao
A vida já nao fica leve

Quando falo, me reprimem
Se me calo, se espantam
Parece até que me conhecem
Mas disso nao quero nenhum tanto

Sou a conclusao precipitada daquilo que invento
Mas quando penso que me conheço
Sou exatamente aquilo que penso.

*Guilherme S. de Almeida

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

FIM DOS TEMPOS

O tempo passou, um segundo, parecia nao mais existir eloquencia.
A dinamica da vida inata impera sobre o organismo.
O que se conhece muda de forma, passa de um pra outro, e se torna nada.
Tudo tao cheio de vazio, que oferece a vida ingrata.
O novo velho...
O velho some!
Some o novo porque está velho,
Some o velho, quando novo.
Está aí aos olhos,
Do nariz, um palmo...
Se nao aproveitas, passa...
Chega ao fim,
Perde-se tudo quando nao havia nada.
Quando velho, se da conta...
Quando novo, se apressa...
Tudo acabou, só restou o que interessa.

*Guilherme S. de Almeida

terça-feira, 21 de outubro de 2008

DITADURA SOCIAL

Preso na ditadura sem revolta
Sem reaçao, sem noçao do perigo a sociedade caminha.
Todos na prisao social,
No modismo do poder da lei que nao se vê.
Ela nao esta em nenhuma constituiçao, em nenhum lugar.
Só percebe aquele que caiu em suas garras, depois soube se libertar.
Aquele que esteve em sua cela de frias paredes, se escravizando para saciar o vício.
Vício por nada...Hoje sei que é nada.
Por mensagens sublineares,
As ideias vêm para te fartar...
E tornar todo o lixo, bom. E o que é bom de verdade, vai pro lixo.
Falsificando os verdadeiros valores, e valorizando toda sujidade.
A sociedade dentro da sociedade, dissipando a sociedade.
Te fazendo ser quem voce nao é, para agradar pessoas que voce nao conhece.

Por isso pergunto: E voce??
Ainda vive em uma "camisa-de-força" social??

* Guilherme S. de Almeida

domingo, 10 de agosto de 2008

TEMPOS

Tempo que talvez nao volte...
Tempo em que estou aprendendo...
Tempo da vida que nao dá tempo...
Vou vivendo a vida enquanto há tempo.

Na minha vida, sempre aranjo um tempo
Com os amigos, tempo nunca é tempo...
Mas com o tempo a gente aprende
que é necessario dar tempo ao tempo.

O meu tempo, só eu entendo...
Entendo que seu tempo, como o meu, é tempo perdido
Assim como nao há tempo à perder...
Fica em tempos, nossa história escondido.

*Guilherme S. de Almeida

sexta-feira, 11 de julho de 2008

MORTE

...vital é morrer...

Ela chegou.
O descanso eterno.
Demorado em demasia, mas estį aí.
Nada como eu imaginava.
Mas tudo o que eu queria.
Relaxar do sussego.
Se a vida é breve, a morte nao se faz a mesma medida.
A morte nao é ruim nem boa. Nao sabemos.
Nunca compararemos.
Só podemos imaginar em vida como é a morte, e talvez na morte, descobrimos como é a vida.
Ela chegou.
Nao a tema.
Tema o que nao fez.
Tema se arrepender, pois....
Quem se arrepende muito, vive menos.
Nem pra mais, nem pra menos.

*Guilherme S. de Almeida

sexta-feira, 20 de junho de 2008

COGUMELOS

Aqui não há reis e nem rainhas
A monarquia passa a altura dos pés
A gente senta e toma um vinho na prainha
Ninguem segue os mandamentos de Moisés
Aqui os problemas voce tende a esquecer
Filosofias varias, vão aparecer
A gente bebe e toca até amanhecer
Um cogumelo basta para perceber
O tempo passa e só deixa um flagélo
Desses momentos que ficaram para traz
E na lembrança só ficam cogumelos

*
Guilherme S. de Almeida

terça-feira, 10 de junho de 2008

Breve mas, intenso


...vital é ser feliz...

Vive atras da felicidade?
Pois seu tempo está perdendo.
Jamais pode alcançar a plenitude da felicidade.
A feliceidade nao existe em grande escala, nao se conquista, nao se mede.
Perceba quando estamos felizes, sao momentos.
Perceba quando fomos felizes, foram momentos tambem.
Momentos breves fazem a grande historia da vida feliz.
Por tanto nao corra atras dos grandes eventos para alcança-la.
Corra atras das pequenas passagens, perceba, e aproveite...
Pois quando estamos felizes, o tempo passa apressado,
E quando percebe-se que está feliz, ela se vai...esvaindo-se pelos dedos.
A felicidade encontrar-se nos eventos mais breves da vida, é um fato real, nao pode ser mudado.
Por tudo, de-se a esse luxo de ser feliz e aproveite todos os momentos de descontraçao...
Em fim...
Todas essas pequenas historias que te deixam feliz.
Pois a felicidade está para ser vivida, e nao para ser buscada.

*Guilherme S. de Almeida

sexta-feira, 6 de junho de 2008

LIBERDADE

...vital é ser livre mentalmente...

De onde vem o desejo de ser? O desejo de saber? O desejo de sonhar, de ter vida própria... De se apropriar de si mesmo. De onde vem as perguntas? A falta de respostas? O desejo da razao, da liberdade, da expressao? A resposta....?? É voce. E só ve quem quer, quem se comanda, se conhece, ou pelo menos tenta, e nao despeja a culpa em um "ser"... Assim tirando a culpa de si mesmo. Fica facil, confortavel, pacato e até patético. Estando assim mais longe de descobrir de onde vem o desejo. De apenas ser um alguem com a verdadeira expressao de alcançar a propria liberdade.


* Guilherme S. de Almeida

terça-feira, 3 de junho de 2008

Perfeição

Embora busquemos a perfeição, sabemos que a ela não chegaremos. Que a única perfeição a ser buscada é de forma transcedental. O inconciente perfeccionista que nos faz ser imperfeitos. Se queres a perfeição, teras que passar por todos os sofrimentos universais. Não viveriamos suficientemente para tal "luminosidade".

*Guilherme S. de Almeida

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ordem Natural, Livre da Razão




Quando perceberemos que somos atores, atuando no grande palco da vida? E que as vezes nao passamos de fantoxes dessa ilusão?
Nós somos livres em pensamentos e ações,mas temos que seguir uma regra natural, que nos foi imposta a milhares de anos.
Não adianta. Seremos sempre escravos dos outros, de nós mesmos, da ordem natural e do mundo. Mas seremos livres se conseguirmos perceber isso, e tentarmos entender o por que dos "porques".
Não seremos apenas atuantes. Seremos comandantes, auxiliadores, participantes desse grande espetáculo que é a vida.


Guilherme S. de Almeida

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A PERDA DO "HALO"

...acordando para a verdadeira busca dos sentidos...

Talvez o que tenha me espantado, foi o imperador contra seu próprio império.
Ou talvez seja seus crentes incrédulos.
Talvez nunca tenha acreditado, ou quem sabe sempre acreditei em mim.
Pode ser que eu tenha me encontrado, ou como eles dizem, eu estou perdido.
Acho que eles próprios se desrrespeitaram.
Talvez por isso creio mais na fé dos que não crêem.
Talvez por isso, tenha perdido meu "halo".
Não por não crer na imposição de um império hipócrita, mas sim, por perceber a disposição de idéias fascinantes que ocupam o nosso universo.
Parando de procurar respostas prontas num livro de lendas, e parafraseando "SARAMAGO", é a capacidade de ter olhos quando ninguem quer enchergar.



* Guilherme S. Almeida