terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CHIMARRÃO

Agora sentado, tomando meu chimarrão
A mim pouca diferença faz se é no inverno ou no verão
Olhando para o horizonte, buscando o fim das montanhas que de longe um pouco mais apagadas, pôde ser só um começo de novas jornadas.
Pouco me importa se é inverno ou verão.
O que a mim interessa de verdade é o sabor do chimarrão.
Aquele amargo no paladar...alguns dizem ser amargo.
Assim como a vida, depende do ponto de vista.
Quase sempre prefiro sabores amargos..
Tanto na vida quanto na cuia que tomo agora, são desafiadores aos instintos meus.
Bahh..!!
Pra mim pouco importa se é inverno ou verão.
Se tenho boas lembranças e pessoas ao meu lado e o meu chimarrão
E a sinceridade de velhos amigos ouvindo meu som.
Parece sempre ser melhor quando inesperado,
Sempre inesperado improviso... de coisa que já foram combinadas vidas antes.
Encontros inesperados, com historias já escritas...
Às vezes a vemos, às vezes fingimos não ver.... o medo é coisa boba mas, também necessária... Impede-nos de fazer algumas coisas, mas nos salva em varias outras.
Mas pra mim, pouco importa se é inverno ou verão...
Só o que quero hoje, é sentar..colocar a erva na cuia, a água escaldante..
Quem quiser pode vir... Sempre bem vindos são...
Pois acho que ninguém consegue ser uma pessoa ruim se tens intimidade de com você, dividir uma boa tomada de chimarrao.


Guilherme S de Almeida**

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Complexa Simplicidade

Nesses paradoxos que a vida nos coloca, me encontro em um que a vida sempre me perseguiu. Não sei se o escolhi, Não sei se fui criado assim. Se todos os eventos que vivi me ensinaram a ser um ser assim.
Falo da simplicidade. Mas será que é querer muito, ou querer nada, ser simples. Parece fácil, mas no mundo em que vivemos ser simples não é tão simples assim.
Julgamentos e preconceitos, decisões e indecisões, nos fuzilam diariamente pelo simples fato de você escolher ser ou não qualquer coisa que deseja na sua vida, seja ela simples ou não.
Quando escolhemos uma vida “simples”, digamos assim, o esforço que se faz para manter o equilíbrio sempre em horas complexas e num mundo totalmente defasado por pequenas e grandes corrupções que invadem nossas idéias e desviam-nas dos caminhos corretos que você deveria ter a liberdade de escolher, é imenso. E aí? É simples ser simples?
Há também indivíduos que por si só guardam uma natureza simples, uma essência invejável de equilíbrio e sabedoria, de respeito e compaixão, que raramente se encontra. Parecem nunca terem sido atingidos pelos flagelos da sociedade, ou simplesmente as informações são filtradas em sua mente e distribuídas nos lugares certos, desde os planos de decisões até os de julgamentos. E há também os que querem ser simples! Esses cansam de trocar os pés pelas mãos. Normal, pois, estão tentando ser o que deveriam ser, mas não são. Não estão jogando limpo consigo mesmo. Não estão sendo verdadeiros. Parecem que estão querendo entrar num refugio da alma e escapar um pouco dessa vida doente e complexa. Atitude inconsciente, e louvável, mas que fere a essência de quem tenta ser.
“Ser” e “querer ser” é muito diferente.
Deduzindo assim, vemos que ser simples, é complicado se não acharmos o que realmente nos deixa ser “simples”. Um estado de espírito que nos faz viajar longe, para dentro de nós mesmos. Pois a verdadeira essência, apesar das influencias exteriores, vem do nosso âmago, da nossa capacidade de dizer sim ou não.


Guilherme S. de Almeida**