As vezes sigo linhas de raciocínio de minhas próprias criações de pensamentos. As vezes eu mesmo crio ilusões, idéias e conclusões. Sofro com elas, fico a remoer minhas próprias invenções, meus próprios medos e alimentando confusões.
Quase sempre guiado pela razão, quando os instintos aguçados pela própria forma de pensar racionalmente, são acionados por casos e acasos do cotidiano, vêm sempre de forma muito intensa e realista.
Tentando não considerar um todo, no contexto das idéias jogadas em minha mente por conclusões instintivas, mas, analisando com toda a calma cada entre linha de uma interpretação abstrata, mas, não tão irreal assim.
Não tão irreal, pois, os ocorridos, digamos de “achismo” que ocorrem nos meus pensamentos tem sempre sido e confirmados na maioria das vezes. Por isso dessas agonias, por isso dessa reclusão à não aceitar que tudo não passa de simples interpretação de sonhos-acordados.
Isso assusta, mas funciona como uma defesa. Perigosa, que magoa, que traz dor antes que haja as ocorrências.
Tais fatos só podem ser explicados por experiências em observar detalhes, coisas pegas no ar, observação de entrelinhas e súbito alerta do inconsciente.
Por tanto, sigo acreditando na razão e nos meus instintos, e se preciso for, ou qual tamanho seja esse alarme, elimino da minha vida e do meu caminho, coisas ruins, más índoles, e qualquer um que me dê o que for de vestígio de conivência, com qualquer que seja, dos itens acima.
Minha vida sempre foi assim, em conflitos com minha forma de pensar, de formar idéias e de ver o mundo, tentando ser justo com cada sina pessoal, o que é quase impossível. Sempre muito frio ao analisar as situações, mas nunca na forma de agir. Muito afetuoso e sincero com meus atos. Agindo com a sinceridade e realidade e não com a ilusão.
Uso sim muito meus instintos e razão, mas isso, nada mais é, como dizem, agir com o coração.
Guilherme S. de Almeida**
O espaço denominado "A Perda do Halo", tem como referência o poema de Charles Baudelaire, que viemos a conhecer parcialmente no livro: "Tudo Que É Sólido Se Desmancha No Ar. De autoria de Marshall Berman. Nossa proposta porem é diferenciada. Entendemos como a "perda do halo" a autonomia do homem em relação a ele próprio. Se a vida não agrada você pode resolver isso! As decisões, ações e conseqüências são suas. O espaço para compartilhar pequenos textos e poesias desregradas
quarta-feira, 28 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Aos olhos de Thomaz
Falar o que deste local onde vivo. Desse clima pacificador, desse ar puro, desse cheiro de terra e rios de águas limpas.
Um lugar descontraído e alegre, divertido e seguro.
Falar de um lagar assim, é covardia, ainda mais quando se está longe por que, aí sim sabemos o que é saudade.
Saudade da comida, da bebida, da vontade de viver, de colocar a alma em desafio com seus ideais. Lugar que te põe a refletir.
Esta terrinha de cachoeiras, de ribeirões, de matas e montanhas. Onde ainda se pode agir com um pouco de verdade e sinceridade. Onde se olha no olho pra se comprar o pão na padaria, onde se cumprimenta com um forte aperto de mão.
Lugar particular que muitos não dão valor, por comodismo, por ter talvez, perdido a capacidade de se apreciar, de se deslumbrar com o que realmente interessa na vida.
Fiz minha escolha.
Escolhi andar de chinelos sempre que puder. Fazer um belo churrasco o dia que quiser e de encontrar amigos verdadeiros, sempre.
Escolhi este lugar, pela sua essência, não pelo seu capital. Pela sua luz natural, não pelo seu cinza-cimento. Escolhi, simplesmente escolhi.
Foi uma das tantas escolhas que ainda vou fazer pra tentar ser feliz, em cada momento sempre, porque, eu escolhi ser feliz.
Escolhi meu lugar, minhas raízes. Meus instintos o escolheu.
Escolhi aqui pra morar, pra aproveitar a vida. Sempre que me ausentar, não se preocupar, pois melhor que viajar, é saber que sempre terá um porto seguro para retornar.
Escolhi o interior. Escolhi você, natureza, luz, e paz. Escolhi Tomazina e não volta atrás.
Guilherme S. de Almeida*
Um lugar descontraído e alegre, divertido e seguro.
Falar de um lagar assim, é covardia, ainda mais quando se está longe por que, aí sim sabemos o que é saudade.
Saudade da comida, da bebida, da vontade de viver, de colocar a alma em desafio com seus ideais. Lugar que te põe a refletir.
Esta terrinha de cachoeiras, de ribeirões, de matas e montanhas. Onde ainda se pode agir com um pouco de verdade e sinceridade. Onde se olha no olho pra se comprar o pão na padaria, onde se cumprimenta com um forte aperto de mão.
Lugar particular que muitos não dão valor, por comodismo, por ter talvez, perdido a capacidade de se apreciar, de se deslumbrar com o que realmente interessa na vida.
Fiz minha escolha.
Escolhi andar de chinelos sempre que puder. Fazer um belo churrasco o dia que quiser e de encontrar amigos verdadeiros, sempre.
Escolhi este lugar, pela sua essência, não pelo seu capital. Pela sua luz natural, não pelo seu cinza-cimento. Escolhi, simplesmente escolhi.
Foi uma das tantas escolhas que ainda vou fazer pra tentar ser feliz, em cada momento sempre, porque, eu escolhi ser feliz.
Escolhi meu lugar, minhas raízes. Meus instintos o escolheu.
Escolhi aqui pra morar, pra aproveitar a vida. Sempre que me ausentar, não se preocupar, pois melhor que viajar, é saber que sempre terá um porto seguro para retornar.
Escolhi o interior. Escolhi você, natureza, luz, e paz. Escolhi Tomazina e não volta atrás.
Guilherme S. de Almeida*
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