Velhos poetas tiram esperanças de velhos textos já escritos para que possam continuar com esperanças.
E como perder a esperança é fácil. Como pode a felicidade nos deixar tristes?
Como os trens nos trilhos e estrondos do ferro a ferro. Dura e cruel, a aversão do avesso deixa-nos atravessados do lado contrario. De ponta cabeça num mundo onde não existe em cima nem em baixo.
Se não podemos criar e sim recriar novas recriações, então brinquemos com os textos antigos. Façamos uma reciclagem de idéias e índoles.
Renovação, não seja talvez retirar velhas coisa e colocar novas. Talvez seja como fazer uma escultura onde o artista retira o excesso de matéria que não será aproveitada para que se crie a obra prima.
Vamos nos esculpir em detalhes tão pequenos, que quase seremos perfeitos.
O mundo já é nosso, nós somos partes do mundo. Tiremos a sobre carga para que caminhemos para o fim com mais leveza e deixando rastros suaves no chão de pedregulhos pontiagudos que nos ferem os pés.
Emprestaremos o ar do mundo para que sobrevivamos. Tudo compartilhado. O que há no mundo é nosso sim, mas nos é emprestado, pois, não estamos sozinhos nele. E se estivermos assim a fim, ele nos dá de bom grado.
Usemos velhas lembranças, velhos textos, sendo coisas boas e que traga uma luz final de alegria, devemos usar sim. Toda sabedoria vem do que reza velhos autores. A simples sabedoria antiga que se renova esculpida no corpo cheio de vida.
Guilherme S. de Almeida**
O espaço denominado "A Perda do Halo", tem como referência o poema de Charles Baudelaire, que viemos a conhecer parcialmente no livro: "Tudo Que É Sólido Se Desmancha No Ar. De autoria de Marshall Berman. Nossa proposta porem é diferenciada. Entendemos como a "perda do halo" a autonomia do homem em relação a ele próprio. Se a vida não agrada você pode resolver isso! As decisões, ações e conseqüências são suas. O espaço para compartilhar pequenos textos e poesias desregradas
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Feliz Tristeza
Em algum momento sempre temos respostas na ponta da língua. Que saltam da cabeça vão pra boca e saem.
Às vezes estão ali se remoendo por anos, às vezes simplesmente saem, por um impulso, sem pensar. Como ao natural, sinceridade forçada e colocada a prova pela vulnerabilidade em que se expõe.
Temos tanta coisa pra falar, mas, por alguns motivos, às vezes tolos, deixamos passar oportunidades únicas, sem chance de recuperação.
Pois é, a vida passa e ao passar do tempo em que amadurecemos, é cada vez mais apressada.
Há uma verdade cruel a nossa vida, a qual não pode ser evitada.
Aquela que nos causa todo mal de querer ser feliz pelo único e degenerado medo da perda.
Inevitável. Tudo começa e termina algum dia, tudo, sem exceções.
E talvez por saber disso não agimos como deveríamos agir, quando deveria ser ao contrario. Deixamos de lado historias que talvez pudessem ser, mas que vão acabar algum dia, e o que resta? A infelicidade de ter sido feliz certo dia!
Talvez seja o medo da tristeza que nos impede de ser feliz, de aproveitar momentos ofuscantes da nossa existência efêmera e paradoxal.
Mas daí penso, por que se colocar assim diante das situações corriqueiras, se, sempre inicia-se algo quando um outro acaba?
Podemos não querer que acabe, mas, é parte da roda da vida! Temos que ir junto com ela, na mesma direção, com equilíbrio e perspicácia. Se corrermos contra a sua direção, caímos na tristeza, daí de nada vale a pena e nem se tem o porquê de tentar outra vez.
Sendo assim, não se sinta triste em estar feliz com medo de perdê-la. Se estiver nessa situação é porque pôde merecê-la. E também, não se sinta feliz através da má sorte dos outros. Não temos esse direito e em se tratando de felicidade, se não é parte da solução, esta fazendo parte do problema. Talvez a felicidade sem prejuízos, seja enxergar a felicidade nos outros e ser feliz com ela. Assim mesmo, sem egoísmo e preconceitos!Quando aceitamos a nós mesmos e aos outros nesse nível de percepção, temos todo terreno cultivado, adubado e pronto para receber a semente da vida feliz. Não digo a plena felicidade, mas reconheceremos mais facilmente o caminho que nos leva até ela, a tão procurada satisfação de vida.
Guilherme S. de Almeida**
Às vezes estão ali se remoendo por anos, às vezes simplesmente saem, por um impulso, sem pensar. Como ao natural, sinceridade forçada e colocada a prova pela vulnerabilidade em que se expõe.
Temos tanta coisa pra falar, mas, por alguns motivos, às vezes tolos, deixamos passar oportunidades únicas, sem chance de recuperação.
Pois é, a vida passa e ao passar do tempo em que amadurecemos, é cada vez mais apressada.
Há uma verdade cruel a nossa vida, a qual não pode ser evitada.
Aquela que nos causa todo mal de querer ser feliz pelo único e degenerado medo da perda.
Inevitável. Tudo começa e termina algum dia, tudo, sem exceções.
E talvez por saber disso não agimos como deveríamos agir, quando deveria ser ao contrario. Deixamos de lado historias que talvez pudessem ser, mas que vão acabar algum dia, e o que resta? A infelicidade de ter sido feliz certo dia!
Talvez seja o medo da tristeza que nos impede de ser feliz, de aproveitar momentos ofuscantes da nossa existência efêmera e paradoxal.
Mas daí penso, por que se colocar assim diante das situações corriqueiras, se, sempre inicia-se algo quando um outro acaba?
Podemos não querer que acabe, mas, é parte da roda da vida! Temos que ir junto com ela, na mesma direção, com equilíbrio e perspicácia. Se corrermos contra a sua direção, caímos na tristeza, daí de nada vale a pena e nem se tem o porquê de tentar outra vez.
Sendo assim, não se sinta triste em estar feliz com medo de perdê-la. Se estiver nessa situação é porque pôde merecê-la. E também, não se sinta feliz através da má sorte dos outros. Não temos esse direito e em se tratando de felicidade, se não é parte da solução, esta fazendo parte do problema. Talvez a felicidade sem prejuízos, seja enxergar a felicidade nos outros e ser feliz com ela. Assim mesmo, sem egoísmo e preconceitos!Quando aceitamos a nós mesmos e aos outros nesse nível de percepção, temos todo terreno cultivado, adubado e pronto para receber a semente da vida feliz. Não digo a plena felicidade, mas reconheceremos mais facilmente o caminho que nos leva até ela, a tão procurada satisfação de vida.
Guilherme S. de Almeida**
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