E no final, um novo começo.
Nas linhas das vielas, da falta de equilibrio, de pé, depois de um tropeço.
Passam-se as horas, os minutos e os segundos.
Passa-se a vida querendo contar o tempo do mundo.
Ando nas vielas, e lá, me sinto seguro. Cercado por muros.
No equilibrio criado por mim para nao sofrer abusos.
Mas nao há como fugir do tropeço mental.
Onde tudo que é ruim acaba bem e, tudo que é bom acaba mal.
Sem começo. Sem final.
Volta-se a ser unicelular. Com o espirito puro.
Para acabar cheio de vicios, batidas, bebidas, e barulhos.
Barulhos do silencio, quando lamento por arrependimentos.
Sentimento triste que nao merece festejo.
Sento buscando o lugar ao Sol, para descansado da vida, olhar a Lua.
Lua crua.
Parece limpida, mas está cheia de lembranças dos velhos começos de vida, que acabam em sua luz.