sexta-feira, 11 de março de 2011

POETICAMENTE FILOSOFO

...simples opiniao de quem gosta de filosofar poeticamente...

O que seria um filósofo?
Ao analisarmos ao pé da letra, um estudante da vida.
O filosofo sempre quer enxergar o que ninguém mais tem coragem, vontade, ou por simples medo do que posso encontrar.
Sempre em um caos interno deprimente e gélido.
Quase se escuta os uivos de sua mente em turbilhão.
Mergulhado em profundas indagações, tenta achar de forma racional a razão pela quais os instintos o levam a busca de uma moral.
Moral essa, que às vezes nem ele acredita que exista, pois quem tem poder de conduzir uma ética moral, ainda mais um filósofo que aponta sua mente para o caminho do conhecimento do “conhecimento” humano e entendimento universal onde nada é absoluto.
Essa é a busca da pedra filosofal, do que seria absoluto e comandante a todos, e que alguns fantasiam e ludibriam chamando a de evolução de “deus”.
Nem se quer “deus” evoluiu.
As idéias de seus seguidores ainda fazem parte da idade média crua e obsoleta que, acreditam no ser absoluto. Como já é de se saber que tudo que é absoluto, cabe a patologia.
A busca do filosofo é na maioria das vezes solitária.
O silencio e a solidão, faz parte de sua vida e, diria até um certo tipo de autismo.
E quando se fica muito tempo olhando para o abismo, o abismo um dia olha pra dentro de ti.
Esclarecendo o que há lá no fundo do filosofo e o que há no fundo de cada busca filosófica.

Guilherme S. de Almeida**

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AS APARENCIAS JÁ NAO ME ENGANAM

A imposição do modismo a sociedade atual, que a faz viver de aparências, a faz doente de certo modo.
Imposição a qual, nos faz ser hipócritas quanto as criticas, quanto as crenças, quanto a tudo que ocorre em nossa mente. Que fez ir contra a nossa vontade de simplesmente ser, sentir, agir.
As aparências não enganam. Não. Elas não enganam.
Nós é que nos enganamos com ela. Com nossa falta de destreza para perceber o que realmente é e o que não é. Por pura influencia recebida e deixada de lado por comodismo, por ignorância, por vaidade.
Temos um longo caminho a percorrer para que possamos perceber que, o que nos influencia, nos faz viver de aparências, nos faz ser quem não somos para agradar a todos, ou as idéias estapafúrdias, de um imperialismo, de narcisismo, de crueldade, que defende unicamente interesse próprio; é apenas uma idéia de pregação.
Para que ocorram estas influencias, é preciso entender que nos foi deixado de herança, uma mente fraca e maleável de acordo com estes interesses impostos. Desde as épocas mais remotas, com impérios, com escravidões, com inquisições, com selvageria. Deixando a mente, pobre de vontade de poder, ruim em tomar decisões de próprio gosto, sempre precisando de tendências, de ordens, de submissão.
É preciso, trabalhar a mente para que se acostume a peneirar algumas idéias, que querem deixar todos iguais com a idéia de serem diferentes.
Soa meio estranho achar que, somos bombardeados, com idéias que podem nos influenciar e nos deixar alienado. É meio assustador crer que tudo e todos que estão a sua volta, está te persuadindo a todo o momento. Mas é o que acontece. Não temos como nos defender. Temos sim como nos aproveitar e, perceber que idéias e ideais são esses, para que possamos filtrar nossas iniciativas de escolhas.
Em fim temos que nos acostumar a entender o que não é entendido, e a ouvir nossos instintos que, sempre nos dão um alerta, mas é sempre parado pelo desejo inconsciente de se tornar igual a todo mundo, que é diferente, diferenciando-se de um mundo de iguais imposto pelo modismo.

Guilherme S. de Almeida**

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CONFLITOS DE PRINCIPIOS

Difícil achar a racionalidade num momento da vida em que só os sentimentos interessam. Onde os cinco sentidos te enganam e afloram pensamentos e sensações que á tempos não sentia.
Como explicar?
Como enganar a agonia da desconfiança, confiando nisso tudo mais que tudo.
Às vezes preferiria não ter sabido de tais revelações.
Isso só aumentou minhas preocupações que, ao mesmo tempo me faz bem.
Não tenho medo, mas, certo receio de me ferir, e a culpa vai ser toda minha. Deixei-me enganar pelo mundo dos sentidos.
A razão que da minha vida sempre tomou conta, agora entra em conflito com os instintos mais primitivos do ser humano.
Instintos estes, que por meio da busca e do conhecimento, por anos cultivados e alienados, vê-se definhando em tais sensações que só levam a um caminho. A loucura.
Sinto-me figurativamente falando, doente. Sim, de certo modo.
Quando não há o que explicar e como controlar, como proceder?
Não há o que fazer a não ser, deixar correr, pois isso não tem explicação.
Saudade de quando meus julgamentos eram feitos com o mínimo de influencia possível.
Saudade do tempo que eu era uma “ilha” de conclusões de razão lógica e era tão fácil ser assim.
Mas creio ainda na minha razão, e que essa grande descoberta, fará com que eu evolua ainda mais. Quem sabe era isso que me faltava para que a grande revelação de decifrar o homem fosse exposta.
Quem sabe é agora. Com sentimentos primitivos, descobrir a verdadeira razão da vida, e a verdadeira busca para a iluminação da mente.
Mas para que isso aconteça, preciso me decepcionar com tal evento...
Esse era o meu medo!

Guilherme S. de Almeida **