quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Tempo Passou


Imagine acordar
Acordar e ver que o tempo já não há
Já não há mais o tempo
Já não há mais vento, já não há mais relento,
Já não há.
Não há mais possibilidades, não há mais credibilidade, nem amor, nem amizade, nem tristeza, nem felicidade.
Já não há.
O Sol, já não vai mais brilhar, nem a Lua refletir no mar.
Nas praias de areias brancas, não irá pisar.
Toda vida passou, e ficou a olhar.
Tudo isso aconteceu e você não percebeu.
Estava nas suas ventas, os ventos de vida, da vida apressada, que se fez o favor de deixar passar.
Agora acordou e percebeu que se foi, do mundo descansou.
Deu tanto valor a coisas que passam depressa, que depressa, a vida passou.
Lamentar, não adianta agora, pois, a vida não volta. Nem o tempo, nem as horas.


Guilherme S. de Almeida**

Por Esperar

O que de mal foi, causou, feriu
De mal, nada mais há, causará
O que passou, passou
Só se importe com hoje e com o que virá

Esplendido amanhecer
Da esperança desconfiada do ser
Peço que venho de passos mansos
Nao deixando que eu seja mais do que um remanso
Nesse breve parecer

Tento longe enxergar
Com medo das passadas a me passar
Me levando a um triste fim onde nao quero chegar

E seja terra, ceú e mar
Esperando a esperança da morte
Que me faça reavivar

Guilherme S.de Almeida**