terça-feira, 25 de novembro de 2008

IDEIAS



Geralmente eu escrevo, simplesmente escrevo.
Idéias profundas e borbulhantes.
O efeito que elas causam é dependente de cada leitura, interpretaçao...cada momento em que se encontra nossa mente.
Simplesmente estouram.
Não forço, não aperto, nem empurro. Elas casualmente vêem de uma reflexão, para que possam causar uma outra reflexão, por menor que seja.
Talvez esse seja o objetivo que nao busquei. Talvez seja a intensão inconciente de deixar uma marca sem que ningeum saiba.
Não faz sentido, mas tem varios sentidos.
Talvez essa seja a idéia de todo mundo, ou talvez só a minha.
Ou a minha idéia, um dia, entre na cabeça de todo mundo.
Escrevo...simplesmente, correntemente, puramente, sem rodeios....
...mas com uma exigência....
Interpreta-se como manda a sua idéia.

*Guilherme S. de Almeida

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pessoas e vida

Engraçado como uma pessoa pode lhe dar novos rumos.
Minha vida tem sido uma sucessão de mudanças...
Elas aparecem sem convite.
Sem avisar.
Engraçado a vida parece ter mais cor.

Por que razão essas pessoas aparecem?
Será que porque esperava por alguém?
Ou por estar de bobeira!
Não sei!
Sei que a presença delas é absolutamente necessária.

O que sei é que quem passou por minha vida teve sua função.
E cumpriram o que tinham para contribuir comigo.
Não sei como as coisas do universo acontecem.
Qual é a lógica?
Tem sistemática?
Acho que não.
As coisas simplesmente acontecem.

Às vezes elas mal chegam e eu as espanto.
Outras vezes eu não admito que se vão.
Como posso ser tão egoísta?
Como posso querer para mim as pessoas?
Pessoas são livres.

Mas eu as quero.
Especialmente as que me deixam bobo.
Sem assunto.
Sem razão.

* Aluizio A. Carsten

Penso ser...

Quantas pessoas eu conheço?
O que elas me parecem?
Dizem-me sempre, quando me aprofundo
Que pareço ser bom quando me conhecem

Há um leve preconceito
Ainda bem que é de leve
Pois quando se leva em consideraçao
A vida já nao fica leve

Quando falo, me reprimem
Se me calo, se espantam
Parece até que me conhecem
Mas disso nao quero nenhum tanto

Sou a conclusao precipitada daquilo que invento
Mas quando penso que me conheço
Sou exatamente aquilo que penso.

*Guilherme S. de Almeida

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

FIM DOS TEMPOS

O tempo passou, um segundo, parecia nao mais existir eloquencia.
A dinamica da vida inata impera sobre o organismo.
O que se conhece muda de forma, passa de um pra outro, e se torna nada.
Tudo tao cheio de vazio, que oferece a vida ingrata.
O novo velho...
O velho some!
Some o novo porque está velho,
Some o velho, quando novo.
Está aí aos olhos,
Do nariz, um palmo...
Se nao aproveitas, passa...
Chega ao fim,
Perde-se tudo quando nao havia nada.
Quando velho, se da conta...
Quando novo, se apressa...
Tudo acabou, só restou o que interessa.

*Guilherme S. de Almeida