Em algum momento sempre temos respostas na ponta da língua. Que saltam da cabeça vão pra boca e saem.
Às vezes estão ali se remoendo por anos, às vezes simplesmente saem, por um impulso, sem pensar. Como ao natural, sinceridade forçada e colocada a prova pela vulnerabilidade em que se expõe.
Temos tanta coisa pra falar, mas, por alguns motivos, às vezes tolos, deixamos passar oportunidades únicas, sem chance de recuperação.
Pois é, a vida passa e ao passar do tempo em que amadurecemos, é cada vez mais apressada.
Há uma verdade cruel a nossa vida, a qual não pode ser evitada.
Aquela que nos causa todo mal de querer ser feliz pelo único e degenerado medo da perda.
Inevitável. Tudo começa e termina algum dia, tudo, sem exceções.
E talvez por saber disso não agimos como deveríamos agir, quando deveria ser ao contrario. Deixamos de lado historias que talvez pudessem ser, mas que vão acabar algum dia, e o que resta? A infelicidade de ter sido feliz certo dia!
Talvez seja o medo da tristeza que nos impede de ser feliz, de aproveitar momentos ofuscantes da nossa existência efêmera e paradoxal.
Mas daí penso, por que se colocar assim diante das situações corriqueiras, se, sempre inicia-se algo quando um outro acaba?
Podemos não querer que acabe, mas, é parte da roda da vida! Temos que ir junto com ela, na mesma direção, com equilíbrio e perspicácia. Se corrermos contra a sua direção, caímos na tristeza, daí de nada vale a pena e nem se tem o porquê de tentar outra vez.
Sendo assim, não se sinta triste em estar feliz com medo de perdê-la. Se estiver nessa situação é porque pôde merecê-la. E também, não se sinta feliz através da má sorte dos outros. Não temos esse direito e em se tratando de felicidade, se não é parte da solução, esta fazendo parte do problema. Talvez a felicidade sem prejuízos, seja enxergar a felicidade nos outros e ser feliz com ela. Assim mesmo, sem egoísmo e preconceitos!Quando aceitamos a nós mesmos e aos outros nesse nível de percepção, temos todo terreno cultivado, adubado e pronto para receber a semente da vida feliz. Não digo a plena felicidade, mas reconheceremos mais facilmente o caminho que nos leva até ela, a tão procurada satisfação de vida.
Guilherme S. de Almeida**
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