sexta-feira, 16 de março de 2012

Aos olhos de Thomaz

Falar o que deste local onde vivo. Desse clima pacificador, desse ar puro, desse cheiro de terra e rios de águas limpas.
Um lugar descontraído e alegre, divertido e seguro.
Falar de um lagar assim, é covardia, ainda mais quando se está longe por que, aí sim sabemos o que é saudade.
Saudade da comida, da bebida, da vontade de viver, de colocar a alma em desafio com seus ideais. Lugar que te põe a refletir.
Esta terrinha de cachoeiras, de ribeirões, de matas e montanhas. Onde ainda se pode agir com um pouco de verdade e sinceridade. Onde se olha no olho pra se comprar o pão na padaria, onde se cumprimenta com um forte aperto de mão.
Lugar particular que muitos não dão valor, por comodismo, por ter talvez, perdido a capacidade de se apreciar, de se deslumbrar com o que realmente interessa na vida.
Fiz minha escolha.
Escolhi andar de chinelos sempre que puder. Fazer um belo churrasco o dia que quiser e de encontrar amigos verdadeiros, sempre.
Escolhi este lugar, pela sua essência, não pelo seu capital. Pela sua luz natural, não pelo seu cinza-cimento. Escolhi, simplesmente escolhi.
Foi uma das tantas escolhas que ainda vou fazer pra tentar ser feliz, em cada momento sempre, porque, eu escolhi ser feliz.
Escolhi meu lugar, minhas raízes. Meus instintos o escolheu.
Escolhi aqui pra morar, pra aproveitar a vida. Sempre que me ausentar, não se preocupar, pois melhor que viajar, é saber que sempre terá um porto seguro para retornar.
Escolhi o interior. Escolhi você, natureza, luz, e paz. Escolhi Tomazina e não volta atrás.

Guilherme S. de Almeida*

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