quarta-feira, 18 de julho de 2012

Beija-flor

 E veja o passaro que chegou.
 Chegou na flor, para sugar o mel de seu interior.
 Era um beija-flor.
 As asas batendo tão depressa quanto seu coraçao.
 Parecia ter vindo até a luz e saído da escuridao.
 Doce ilusao dessa ave que se encantou com a penumbra que confunde os olhos.
 A flor? Um rascunho, um borrão.
 Achou que era realidade.
 Era agua com açucar.
 Sacía a sede, mata a vontade, mas, nao é de verdade.


Guilherme S. de Almeida**

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