E quando se passa o tempo tentando adquirir toda a sabedoria
do mundo.
Se cansando num esforço vazio de coisas cheias de conteúdo de
nada.
Quando se da o máximo de suas entranhas e de sua capacidade
de ser feliz e fazer a felicidade acontecer.
Quando lemos milhões de livros de historias e nos
encontramos um pouquinho em cada um deles, não interessando o gênero, nem o
autor que o escreveu.
Quando nos sentimos dispostos a encarar tudo pelo simples
fato de não ter mais nada a perder.
Deixando de lado as afeiçoes falsas e declarações retóricas,
e, simplesmente respirando e sentindo o puro ar de estar se descobrindo.
Como ser humano é bom.
Como é bom ser.
Fazemos milhões de teorias, analogias, comparações,
analises, para chegar num só lugar.
Não sei se é preciso saber viver, vivendo uma vida de
entendimentos ou se, é só viver mesmo, sem nada entender.
Sei que complicamos tudo na tentativa de que se faça o mais
simples possível.
Sendo que somos simples da forma mais complicada.
Os esforços talvez sejam em vão, mas, a covardia de
desistir, não faz parte do meu bordão.
Em uma época onde tudo acontece a toda hora, é mais fácil largar
de mão.
Indivíduos corajosos que tremem de medo, do realismo, da
verdade e até de suas próprias ilusões.
Nessa interligação, não me conecto a nada, a não ser na
minha própria percepção.
Guilherme S. de Almeida**
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