Direcionamos prioridades e apreços as pessoas certas. Tentamos mirar a
seta do carinho, aos merecedores. Com um tanto de sofrimento, aprendemos
que esse apontamento acaba virando pra nós mesmos, e, percebemos, e
aprendemos a redirecionar os sentimentos, a mudar o caminho, pois a vela
do barco contra o vento, o faz tombar em alto-mar. Nao queremos, mas o
mastro nao aguenta...a cabeça nao aguenta.
Nos tornamos fortes. Tiramos vivacidade de lugares de onde a gente nem
sabia que existia, para segurarmos firme na corda, encontrar o vento e
direçoes certas, e seguir. Nao podemos parar. Temos que enfrentar e
continuar. Temos que ser auto suficientes, pois, só temos a nós, no
nosso barquinho da vida, frágil, e as vezes sozinho em mar aberto. A
solidao é ruim, mas, navegar é preciso.
Guilherme S. de Almeida**
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