Em momentos adversos, nos perguntamos se aguentaremos as passagens, digamos assim, de escuridao decorrentes de uma vida, que se sabe, ou nao, de sussego e tranquilidade. Se poderemos suportar tempestades e furacoes avassaladores, tanto fisico quanto, mentalmente.
Todas essas adversidades nao passam de quebra de rotina. è a força vital te acordando para que saia do marasmo da mesmice. Nao é necessariamente um evento deliberadamente ruim. As coisas ditas ruins, vêm para nos fazer enxergar, cairmos de volta na real, perder o encantamento, que nos faz cego quanto a realidade do mundo. Um fato tanto quanto perigoso.
O encantamento faz com que nao sejamos verdadeiros com nós mesmo. Nao identifiquemos a verdade. Anula os instintos de proteçao que temos para perceber o que realmente é bom e ruim.
A preocupaçao com os fatos ruins e degradantes sao uma aceitavel realidade, mas, tambem é sim bom que se localize o "por que".
Cada vez que tua vida se acomodar e virar uma trajetoria de igualdade, estatica e sem novidades, eles, os eventos de quebra de rotina, irao aparecer, pois nada pode ficar do mesmo jeito, nada pode parar em um unico fim. Os meios mudam para que possamos mudar os motivos, assim como, os motivos nos motivam a um fim. Querer que saia tudo como planejou, lá no final, é de uma prepotencia e egoísmo sem tamanho. Isso chama-se esperança, e ela é prejudicial na maioria das vezes.
Quem se dá melhor na vida, é aquele que, se adapta melhor às adversidades. Quem lamenta, chora, teima. Quem segue linhas rigidas de existencia, nao ouvi, nao enxerga de verdade..ou nao quer enxergar, vao sofrer, durante a vida toda.
* Guilherme S. de Almeida
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