sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ainda Há Tempo?



E me pergunto se ainda há tempo.
Se ainda há chances,
Como as que tínhamos quando éramos um pouco mais criança.
Os medos que me tomam, ainda perseveram.
Não saber se já os tinha ou se foram aflorados,
É o que me deixa apavorado.
Pessoas me despertam sentimentos.
Situações também me fazem ter esse medo.
O medo de não conseguir controlar meus próprios dizeres
De não saber o que é certo ou errado.
Prepotente julgamento de querer ser.
Em uma vida que a todo instante te da algum aprendizado.
Estamos sim jogados as traças do pensamento inconsciente.
Lutando constantemente, contra esse agente,
Que nos deixam estupefatos.
Tudo que nos cabe e que gostamos,
Nem sempre é o que parece.
Fazemos parecer aos outros que sabemos tudo,
Mas quando tudo vem à tona,
Estamos sempre surpresos com o que acontece.


Guilherme S. de Almeida**

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