sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Estrela Solitaria do Mar



Venho de leve o vento sentindo.
Linda brisa do mar caindo.
Areia branca, lindas conchas.
Percebo estrelas do mar, trazidas contra a própria vontade.
O mar que dá a vida, faz igual a vida, e às vezes, te afronta.
Por que reclamo como a estrela do mar,
Que repousa na areia, mesmo não querendo estar?
Ela está morta.
Sem mar ela não sobrevive.
E na vida sem ninguém,
Na solidão me contive.
Escravo do amor,
Como a estrela marítima, que precisa do mar.
Foi se aventurar na areia e se arriscar.
Só não se sabe se veio por si só,
Ou se é culpa do mar.


Guilherme S. de Almeida**

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