Cheguei!
E pra ela e por ela, o coraçao acelera.
Seu cheiro penetrante me invade as narinas.
É brisa boa, coisa esperta que nos deixa à toa.
Sinto o balanço, molho os pés.
O vento me cobre o rosto com finas areias brancas e o mormaço açoita quente pelas costas.
Cheguei!
De onde deveria ter nascido.
Aonde fui um dia, e nao deveria ter voltado.
Ali é meu lugar. Ali com a liberdade, estagnado.
Sons de violao. Um cantar simples e coletivo. A paz que se busca pela vida num só momento.
Longas pernadas e sendas sem fim. Atalhos, morros e trilhas, e belas paisagens.
Ahh! As paisagens!
Céu e mar se confundem na abobada da imensidao que parece ser infinita.
Azuis brincam com seus tons.
Ao entardecer, vermelhado fica o paraíso.
Parace que tudo acabou, mas só começou, e me tirou outra vez, do fundo de meus pensamentos e coraçao, a emoçao e, mais uma vez, um sorriso.
Guilherme S. de Almeida**
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